Vegetais dentro da barriga

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Pesquisadores descobrem que os bebês começam a gostar dos alimentos dentro da barriga

Se o seu filho não gosta de comer vegetais e legumes, o problema pode ter começado durante a gestação. Pesquisadores de uma universidade na Philadelfia, nos Estados Unidos, revelaram que o que a mãe come durante a gestação pode influenciar as preferências dos pequenos.

O estudo apontou que os sabores dos alimentos ingeridos pela mãe passaram para o bebê pelo líquido amniótico. Alimentos como baunilha, cenouras, alho, anis e menta são alguns dos que passaram da mãe para o bebê, revelou Julie Mennella, uma das responsáveis pela pesquisa, ao Daily Mail.

Para comprovar a teoria, os pesquisadores deram cápsulas de alho ou açúcar para as mulheres antes de realizarem um exame de líquido amniótico de rotina. Eles então pediram para voluntários cheirarem as amostras e apontarem quais eram das mulheres que tinham comido alho.

Para eles, o feto consegue “sentir o gosto” do alimento, já que sua sensibilidade depende 90% do cheiro. E isso faria com que a criança guardasse a informação até a hora de ser apresentado aos alimentos sólidos.

A pesquisadora Linda Bartoshuk, da Universidade da Flórida, afirma que a pesquisa pode fazer com que as crianças tenham uma alimentação mais saudável no futuro, com gostos para alimentos mais saudáveis desde a gestação.

Durante o estudo, pesquisadores pediram para que as gestantes se dividissem em três grupos: aquelas que tomavam suco de cenoura todos os dias, aquelas que só tomaram o suco durante a amamentação e aquelas que evitaram comer o alimento.Quando os bebês foram apresentados aos alimentos sólidos, aqueles cujas mães tomaram suco de cenoura durante a gestação e amamentação comeram mais cereais de cenoura do que o outro grupo.

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Você sabe escolher frutas corretamente?

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Cor, cheiro, consistência. Afinal, o que devemos observar ao comprar frutas?

Na feira ou no supermercado, a dica da nutricionista Juliana Simões, coordenadora de Nutrição, do Hospital do Coração (SP), é comprar as frutas da estação. “A safra da época é sempre melhor, tem mais nutrientes e sabor”, diz Juliana. A seguir, veja dicas para ajudar você a escolher as melhores frutas.

Abacate
A fruta deve ter a casca bem lisa, fina e verde. Aperte-os suavemente para verificar se estão firmes.

Abacaxi
O cheiro é um bom sinal de que a fruta está boa. Se é agradável, adocicado, está no ponto. Pressione com os dedos e, se estiver muito duro, ainda está verde. Confira se a casca está dourada e puxe uma folha da coroa: se sair fácil, está bem maduro.

Banana
Melhor que não esteja verde nem totalmente madura. Frutas muito maduras têm mais açúcar que fibras. A parte amarela da casca deve predominar sobre a preta.

Maçã
Rode na mão para ver se não há machucados na casca. Neles, os microorganismos podem se desenvolver. Quanto mais vermelha a maçã, mais doce.

Pêra
Se a casca está ligeiramente macia, cede um pouco ao toque, a pêra estará doce, saborosa. Se o cabinho sai fácil, está bastante madura, pronta para comer no dia.

Laranja
Prefira as mais pesadas, porque têm mais sumo. A consistência deve ser igual em toda a fruta, um lado não deve ser mais mole que o outro. Quanto mais laranja a casca, mais doce. Para as laranjas de casca amarelo-forte, as manchas de cor marrom mostram que estão doces e com mais suco.

Mamão
Confira se a fruta está macia e sem pontos de bolores na casca.

Manga
Ela deve estar macia ao toque, sem que a casca se rompa quando pressionada.

Melão
É uma das frutas mais difíceis de escolher porque possui a casca dura. Para começar, ela deve estar perfeira, firme, amarela, sem machucados ou partes amolecidas. Ao apertar a extremidade oposta ao caule esta deverá ceder levemente e ao ser sacudido se as sementes estiverem soltas, indica que este está pronto para o consumo.

Evite desperdícios

Aprenda a controlar o grau de maturação das frutas, principalmente no verão. As frutas mais maduras devem permanecer sobre refrigeração e deverão ser consumidas a curto prazo. As frutas mais verdes podem permanecer em temperatura ambiente até atingirem totalmente a maturação.

Para acertar na hora da lavagem

As frutas devem ser lavadas em água corrente para retirar a sujeira mais grosseira. Em seguida, para “matar” microorganismos, deixe-as imersas por 15 minutos em uma solução à base de hipoclorito na proporção de 1 litro de água para 1 colher de sopa de água sanitária.

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Agrotóxico: os 10 alimentos mais perigosos

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Um estudo divulgado esse ano pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) colocou esses alimentos entre os mais perigosos para o consumo, por terem grande chance de sofrer contaminação excessiva ou uso errôneo de agrotóxicos. Aqui está, em ordem do mais perigoso para o menos, a lista dos top 10: pimentão (80,0%)uva (56,40%)pepino (54,80%)morango (50,80%)couve (44,20%)abacaxi (44,10%)mamão (38,80%)alface (38,40%)tomate (32,60%) beterraba (32,00%).

Da ANVISA, sobre os resultados do relatório:

…chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil. De acordo com Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, “são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer”. (grifo nosso)

A tabela a seguir mostra os resultados da pesquisa, que analisou amostras de 20 tipos de vegetais. Em 15 delas, encontrou agrotóxicos usados de forma irregular. A 1ª coluna mostra o número de amostras analisadas por alimento. Em seguida, na coluna ‘Não autorizados para cultura’, aparece o número absoluto e percentual das amostras onde aparece o uso irregular de agrotóxicos. No mesmo formato, a 3ª coluna ‘Acima do limite máximo de resíduo’ destaca as amostras que continham quantidades de agrotóxicos permitidos, mas além dos limites seguros. A 4ª coluna mostra a intersecção das amostras que se encaixam nas duas categorias. E, finalmente, a última coluna, mostra a chance de contaminação do alimento de acordo com a soma das modalidades anteriores. Os 5 alimentos que têm chance de contaminação abaixo de 10% estão marcados em verde água (de novo, o colorido é nosso). É um panorama nada animador, pois essa lista contém boa parte dos vegetais que, até mesmo por razões de saúde, somos incentivados a consumir.

A alternativa eficaz para evitar pesticidas é consumir orgânicos. Mas nem sempre isso é possível – já que esses vegetais costumam ser mais caros e não são encontrados em quantidade suficiente em todas as cidades. Por isso, uma solução intermediária é tentar eliminar os resíduos de agrotóxicos, quando possível. A nutricionista Cláudia Cardim, coordenadora do curso de nutrição da Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, dá as dicas para isso.

  • No caso de alimentos de origem animal (que podem ter sido contaminados pelos agrotóxicos pela água ou pela comida), retire a gordura aparente, pois algumas dessas substâncias são armazenadas no tecido gorduroso
  • Lave frutas e verduras em água corrente por pelo menos um minuto, esfregando com uma esponja ou escova
  • Tire as folhas externas das verduras e descasque as frutas, pois essas partes concentram mais agrotóxico
  • Diversifique os vegetais consumidos no dia a dia, pois isso reduz a ingestão de quantidades maiores de um mesmo agrotóxico
  • Como alguns pesticidas podem ser utilizados na fase final da maturação do alimento, reduza o risco comprando frutas e legumes mais verdes, e espere alguns dias antes de consumi-los.

Fonte: Patricia Patriota – Ambiental Sustentável http://ambientalsustentavel.org

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Lancheira saudável

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Bruna Menegueço

Pesquisa americana mostra que o lanche de 9 entre 10 crianças atingem temperaturas que podem prejudicar a qualidade dos alimentos. Veja como garantir a segurança na hora de montar a lancheira do seu filho

Fruta, sanduíche e suco. Na hora de montar a lancheira do seu filho, você se preocupa em escolher alimentos para que ele faça uma refeição equilibrada. E como manter a qualidade do lanche até a hora do recreio da criança?

Um estudo feito pela Universidade de Texas, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Pediatrics, com 705 crianças que estavam na pré-escola, mostrou que o lanche de 90% delas foi considerado inadequado para consumo. Segundo os cientistas, os alimentos haviam atingido uma temperatura muito alta, o que facilita a proliferação de bactérias e pode causar doenças.

Os pesquisadores mediram a temperatura dos lanches uma hora e meia antes de serem consumidos. Das 705 lancheiras testadas, 39% não tinham nenhum tipo de refrigeração – como gelo reutilizáveis ou embalagens térmicas – e 45% tinham apenas um gelo. Cerca de 82% dos lanches estavam na temperatura ambiente.

Apesar do resultado alarmante, os médicos ainda não sabem o impacto que isso pode causar na saúde e no desenvolvimento das crianças. “Este é um estudo provocativo”, diz o pediatra Michael Green, do Hospital Infantil de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Para garantir a segurança dos alimentos que seu filho leva na lancheira, o primeiro passo é saber a hora do recreio da criança. “O tempo entre o preparo e a hora do consumo é fundamental para acertar na escolha”, diz a nutricionista Werusca Barrios, do Hospital Samaritano, em São Paulo. 

Tanto a lancheira quanto a garrafa têm de ser térmicas e no caso de alimentos que precisam de refrigeração, a saída é colocar gelos reutilizáveis. “Para calcular a quantidade de gelinhos, inclua sempre o suficiente para igualar o peso de todos os alimentos juntos”, diz a nutricionista. Por exemplo, se um iogurte, uma fruta e um sanduíche pesam 250 gramas, coloque a mesma quantidade de gelos na lancheira.

Se possível, deixe a lancheira vazia na geladeira durante a noite. Ela vai absorver a temperatura e manter o gelo e a qualidade dos alimentos por mais tempo. O mesmo vale para a garrafa térmica.

 Escolha bem os alimentos

Na hora de escolher os alimentos, lembre-se que os derivados do leite – como iogurtes, queijos, requeijão – são mais sensíveis às mudanças de temperatura e perdem a qualidade facilmente. Com os cuidados adequados, esses alimentos mantêm as características por duas horas. O mesmo tempo vale para os embutidos, como peito de peru e presunto.

As melhores frutas são maçã, pêra, banana, pêssego, goiaba, uva e nectarina. As frutas que precisam ser descascadas como mexerica e manga perdem um pouco de nutrientes. Antes de embalar, higienize bem a fruta. As que a criança consome a casca têm de ser lavadas em água corrente e depois colocadas em uma solução clorada (o produto é vendido em supermercados, veja no rótulo da embalagem como proceder). Se a casca for descartada, só lave e seque.

Pães, biscoitos, cookies, barrinhas não estragam, assim como queijos processados e sucos industrializados. Na hora de escolher a melhor opção para o seu filho, cheque se no rótulo do suco, há corante ou sabor artificial. Fuja desses e prefira sempre os preparados com frutas.

Fonte: Revista Crescer

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PROJETO PAIS E FILHOS NA LIVRARIA CULTURA

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Sexta-feira, 20 de maio, às 19h30

 Tema: Alimentação para crianças

 Local: Auditório da Livraria Cultura Villa-Lobos

Palestrante: Denise Haendchen

 Na fase de crescimento, a alimentação infantil requer muita atenção dos pais. Na contramão disso está o paladar das crianças, que frequentemente protesta na hora de aceitar alimentos ricos em nutrientes. Nesta noite, a nutricionista Denise Haendchen abordará a alimentação dos pequenos, buscando dicas de como atrair as crianças para o mundo das comidas saudáveis.

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Você sabe o quanto influencia as escolhas alimentares do seu filho?

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Pesquisa brasileira mostra que o exemplo dos pais é fundamental para definir bons hábitos nas crianças

Verduras, legumes, frutas e sucos fazem parte do seu dia a dia? Então, é muito provável que seu filho também aprove esses alimentos. Mas, e a batata frita, o sorvete e o hambúrguer? Pois é, melhor pensar duas vezes antes de tomar aquele sundae na frente dele. Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP) avaliou o quanto crianças gostam dos alimentos que habitualmente fazem parte da sua rotina e como os pais atuam em relação à alimentação de seus filhos. O estudo faz parte da tese de doutorado da nutricionista Isa Maria Jorge.

Para chegar a esse resultado, Isa observou o comportamento de 400 crianças entre 4 e 6 anos e 190 pais. Para cada criança, ela mostrou 29 fotografias padronizadas de alimentos comuns em suas dietas que foram escolhidos pelos pais. Para julgá-las, elas usaram uma escala com cinco rostos. O primeiro está gargalhando, o segundo está sorrindo, o terceiro, sério, o quarto bravo e o quinto, chorando. Os pais tiveram que responder a questionário sobre atitudes e práticas alimentares frente à alimentação da criança.

O resultado da aceitação não foi uma surpresa para a pesquisadora: as crianças demonstraram preferência por alimentos ricos em gordura e açúcares, os mesmos que os pais delas. Mas, quando os pais comiam mais verduras o mesmo acontecia com as crianças. Batata frita, pizza, chocolate, salgadinhos tipo chips, salsicha, biscoito recheado e refrigerante foram alguns exemplos. Entre os dez alimentos mais aceitos, somente três são saudáveis: frango, iogurte e melancia. Entre os mais rejeitados pelas crianças destacam-se as hortaliças, como o chuchu, sopa de legumes e purê de batatas. Por isso, a pesquisadora alerta para a importância do contato desde cedo com alimentos naturais e saudáveis, antes que o paladar seja “conquistado” pelo forte apelo saboroso dos alimentos de alta densidade energética.

Em relação aos adultos, o estudo mostrou duas práticas comuns no dia a dia. Pressionar o filho a comer é hábito entre os pais das mais magras. “Mas está errado, já que dessa forma, a criança perde o prazer pelo alimento”, diz Isa. Já a preocupação com excesso de peso é maior nos pais das crianças que estão obesas. A maioria das famílias tem dificuldade para reconhecer que o sobrepeso dos filhos é, sim, um problema de saúde. Na pesquisa, este foi o principal fator para o desenvolvimento da obesidade em crianças. O segundo foi o excesso de peso dos pais. “Comprovei que as chances de as crianças terem um ganho de peso são maiores quando os pais são obesos”, explica Isa. Por isso, da próxima vez que decidir comer aquele pacote de batata frita, pense antes no exemplo que está dando ao seu filho. Se desistir, estará fazendo bem para vocês dois.

Fonte: Revista Crescer

Como fazer seu filho gostar de comida saudável

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Por Talita Marques do site www.materna.com.br

Sim, gostar, e não apenas comer por obrigação. O Materna conversou com a nutricionista Tatiane Trevilato sobre a alimentação dos pequenos, buscando dicas de como atrair as crianças para o mundo das comidas saudáveis.

 

Na fase de crescimento, a alimentação infantil requer muita atenção dos pais. Na contramão disso está o paladar das crianças, que frequentemente protesta na hora de aceitar alimentos ricos em nutrientes.

Sobre a introdução de comidas saudáveis, Tatiane avalia: “Dizer para a criança comer porque faz bem à saúde ou propor recompensas não funciona. É melhor educá-la para sentir prazer e apreciar o gosto dos alimentos”.

Os pais devem dar o exemplo. Influenciáveis, as crianças procuram coerência na alimentação de quem está por perto. Essa foi a experiência de Roseane Farias, 29, mãe de André, 6. Ela conta que o filho sempre gostou de verduras, frutas e legumes. “Isso se deve especialmente ao pai, que sempre comeu vegetais com vontade e André quis imitá-lo”, comenta.

A reação de André é bastante comum,segundo a nutricionista: “O simples fato de a criança ver os pais comendo uma fruta estimula o consumo e a associação positiva”.

E quando a criança pede fast-food, qual deve ser a estratégia dos pais?

“O ideal é combinar com a criança que uma vez por mês ela comerá o fast-food desejado”, estima a nutricionista, acrescentando que os pais devem ser firmes, mas com muito cuidado para não criar uma ideia de “desejo proibido” acerca desse tipo de comida.

De acordo com Tatiane, para não sobrecarregar as crianças, os pais não podem tentar introduzir de uma só vez todos os alimentos que julgam saudáveis. “Ao invés disso, eles devem ser servidos um por vez, sempre acompanhados de um dos pratos preferidos da criança”.

A facilidade de se obter, hoje em dia, receitas saudáveis e divertidas deve ser utilizada pelos pais. Eles devem tirar proveito dos interesses do filho por brinquedos e personagens de desenhos animados, a exemplo do “suco do Shrek”, que pode levar agrião ou espinafre junto a um suco de laranja ou maracujá. Além disso, há opções como “brigadeiro com mandioca, panqueca com massa de beterraba, cenoura ou espinafre”, exemplifica Tatiane.

Acompanhe a entrevista na íntegra.

Materna: O que você sugere a uma mãe cujo filho não gosta de comer? Alguns pais introduzem lanches como paliativo e acabam criando hábitos ruins de alimentação. Nesse caso, vale dar suplementos que aumentem o apetite?

Tatiane: Uma boa dica é a familiarização com o alimento, pois as crianças aceitam melhor um alimento que já viram e tocaram. Não se pode introduzir de uma só vez, por exemplo, todos os vegetais amargos. Ao invés disso, sirva-os um por vez, sempre acompanhados de um dos pratos preferidos da criança.

Dizer para a criança comer porque faz bem para a saúde ou propor recompensas não funciona. É melhor educá-la para sentir prazer e apreciar o gosto dos alimentos.

Entre dois e três anos de idade, as crianças apresentam uma diminuição no crescimento e ganho de peso, o que acarreta em uma redução do apetite, que nessa fase é irregular e variável. O melhor é respeitar a vontade da criança, mas sem substituir o alimento recusado por bolachas e doces. Além de não ser saudável,  a criança pode perceber tal mecanismo e acabar manipulando os pais com comida. Se a fase de inapetência se mantiver, o ideal é procurar um pediatra para verificar a necessidade de introdução de um suplemento.
 

Materna: Que truques os pais podem usar para atrair as crianças para o mundo dos alimentos ricos em nutrientes?

Tatiane: Quando a criança começar a manifestar interesse por alimentos como legumes e frutas, deve-se preparar pratos de uma maneira criativa, coloridos, com carinhas, peixinhos, estrelas. Hoje temos diversas receitas atrativas e saudáveis, como suco verde apresentado como o “suco do Shrek”, brigadeiro com mandioca, panqueca com massa de beterraba, cenoura ou espinafre, enfim, uma grande variedade de receitas que facilitam a aceitação da criança.

Materna: Que alimentos você citaria como queridinhos das crianças e, ainda assim, ótimos para a saúde?

Tatiane: Sucos de frutas, salada de frutas, pão com requeijão, pão com queijo e biscoitos integrais. Desde que a criança não apresente intolerância, os leites e derivados também entram na lista. São eles os queijos, iogurtes e leites fermentados.

Materna: Você acha que a alimentação dos pais influi muito na dos filhos?

Tatiane: Esse é um fator importantíssimo. Os filhos são o reflexo dos pais também na alimentação. Não adianta uma mãe querer que o filho coma salada se ela não come. Desde muito cedo e mesmo sem entender, a criança tende a imitar os hábitos dos pais. Se ela percebe os pais comendo um vegetal com satisfação, vai associar prazer àquele alimento.

A criança precisa crescer tendo contato com frutas, legumes e hortaliças. Para ela, um gesto vale mais que muitas palavras e o simples fato de a criança ver os pais comendo uma fruta estimula o consumo e a associação positiva.
 

Materna: Fast-food pode? Qual acordo os pais devem fazer com os filhos?

Tatiane: Embora seja saboroso, desde cedo a criança precisa entender que a alimentação fast-food não pode virar rotina, já que apresenta uma quantidade excessiva de gordura, sal e calorias; portanto, precisa ser restrita. O ideal é combinar com a criança que uma vez por mês ela comerá o fast-food desejado.

No lugar da proibição, que acaba gerando maior interesse na criança, os pais devem optar pelo esclarecimento acerca desse tipo de comida e consequente educação alimentar.
 

Materna: O que você indica que vá dentro da lancheira da criança? E como montá-la deixando pais e filhos felizes?

Tatiane: Além de saciar a fome do seu filho, essa refeição também precisa ser saudável e nutritiva, mas isso não significa que ela deva ser sem graça ou com tantas proibições. A montagem da lancheira vai depender do horário em que a criança vai à escola.

Para crianças que estudam de manhã, por exemplo, e só tomam leite no café da manhã, o lanche deve ser mais completo. Um líquido, uma fruta, uma proteína (queijos, por exemplo) e um carboidrato (pães e bolos) devem fazer parte da refeição.

Já se a criança teve um café da manhã completo ou se o lanche for no período da tarde, pode escolher duas das quatro opções acima.  É preciso tomar cuidado na conservação dos alimentos. Frios, leite, requeijão e iogurtes, por exemplo, devem ficar na parte mais alta da geladeira, nunca na porta, uma vez que ali os alimentos ficam suscetíveis à alteração de temperatura.

Colaboração: Tatiane Trevilato

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Come filho!

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Como ensinar as crianças a comer verduras em vez de massas e frutas em lugar de doces. Os pratos e os esportes que ajudam as famílias a comer de forma inteligente
 
 
Redação Época

Um menino de 5 anos nascido na década de 1970 podia se sentir seguro para encarar os valentões da escola se tivesse 1,08 metro – a altura média entre seus coleguinhas na época. Hoje, são necessários pelo menos 4 centímetros a mais para se garantir. A espichada, que se repetiu em outras faixas etárias e equiparou o crescimento de nossas crianças à média mundial, é um indicador de que o prato dos brasileiros nunca esteve tão cheio. Nos últimos 20 anos, o número de desnutridos crônicos caiu de 19,6% para 6,8%.

Só que o crescimento vertical dos brasileirinhos veio também acompanhado de um vertiginoso crescimento lateral. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, nos últimos 30 anos, triplicou o número de crianças com idade entre 5 e 9 anos acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Hoje, 33,5% pesam mais do que deveriam. Pelo menos 14% delas já são consideradas obesas.

Alarmados com estatísticas como essas, autoridades de saúde pública, médicos e nutricionistas de vários países passaram os últimos anos esquadrinhando o comportamento e os hábitos das famílias. Descobriram como os costumes alimentares – bons ou ruins – pesam na balança. Acabaram produzindo recomendações para pais que querem rechear o prato e a vida dos filhos de saúde. Nesta edição especial Corpo & Mente, ÉPOCA traz medidas simples e eficazes para melhorar a alimentação das crianças. Apresentamos as raízes psicológicas dos maus hábitos alimentares, descrevemos os cardápios adequados para as crianças e discutimos, por meio de exemplos, como é possível fazer uma boa educação do paladar.

Hoje, o cardápio da maior parte das crianças está desajustado. Elas comem pouco daquilo que deveriam: leite e derivados, frutas e verduras, arroz e feijão. E excessivamente daquilo que não deveriam. O refrigerante substituiu o leite, os lanches tomaram o lugar das refeições, doces e balas são ingeridos a toda hora… O resultado é uma nova forma de desnutrição na abundância. “É o que chamamos de fome oculta”, diz a nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica. “As crianças estão carentes de micronutrientes, como vitaminas e minerais, e não de energia.” A sensação é de barriga cheia, mas o corpo sente a falta de nutrientes importantes.

A mudança dos hábitos alimentares está ligada ao aumento da renda das famílias nos últimos anos. O número de crianças obesas e acima do peso aumenta à medida que a renda das famílias cresce (leia o quadro abaixo). Os ponteiros da balança sugerem que, vencida a primeira batalha – pôr comida no prato de milhões de brasileiros –, é preciso atacar um novo problema: a qualidade da alimentação.

Ao se tornar acessíveis, os alimentos industrializados promoveram uma revolução negativa. “O consumo desses produtos virou sinônimo de status”, diz o pediatra Claudio Leone, da Universidade de São Paulo. As refeições ganharam o reforço de massas prontas, empanados de carne, hambúrgueres. Conquistaram as crianças pelo sabor e os pais pela praticidade. “Ficou mais fácil alimentar filhos lançando mão da oferta gritante de alimentos industrializados”, diz a nutricionista Cristina Pereira Gaglianone, da Universidade Federal de São Paulo, atualmente na Universidade Central da Flórida, nos Estados Unidos.

O empenho em aprimorar a alimentação infantil deriva de estudos científicos que mostram como a dieta equilibrada faz mais do que apenas garantir silhuetas esbeltas. Ela também influencia o desenvolvimento da inteligência. Neste mês, pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, publicaram um estudo que relaciona os hábitos alimentares à inteligência. Numa pesquisa com 4 mil crianças de 8 anos, concluíram que aquelas cuja alimentação era rica em açúcar e gordura tinham 2 pontos a menos no quociente de inteligência. O efeito foi preponderante nas crianças que tinham alimentação pior até os 3 anos, fase em que o desenvolvimento cognitivo é acelerado.

O padrão alimentar também pode favorecer a concentração e melhorar o desempenho escolar. Num estudo com 120 adolescentes, o psicólogo britânico David Benton, da Universidade Swansea, no País de Gales, concluiu que as meninas que consumiam mais junk food tinham deficiência de vitamina B1 e se mostravam irritadiças. Depois de dois meses recebendo 50 gramas diárias da vitamina (que atua no sistema nervoso), as meninas relataram mais disposição e facilidade para organizar as ideias.

Tornar o prato das crianças mais saudável pode ser a chave para prevenir o aparecimento de doenças no futuro. As generosas porções de açúcares e gorduras que fazem refrigerantes, biscoitos e salgadinhos irresistíveis ao paladar também alteram o funcionamento do organismo. Aumentam a quantidade de açúcar no sangue e favorecem o acúmulo de gordura nas artérias, fatores que podem levar a criança a desenvolver doenças como diabetes e hipertensão. “Muitas crianças não são obesas, mas estão com níveis de gordura elevados no sangue, por causa da dieta inadequada”, diz a pediatra Lilian Zaboto.

“A alimentação desregulada de hoje pode originar uma geração de adultos doentes no futuro”, diz a cardiologista Rosa Celia Barbosa, fundadora do projeto Pro Criança Cardíaca, no Rio de Janeiro. Ela nota nas crianças que chegam a seu consultório as consequências da alimentação inadequada. Dos 2 mil pacientes atendidos por sua equipe, pelo menos 50% apresentam nível de gordura no sangue superior ao recomendado. Nos Estados Unidos, o resultado de um estudo conduzido pela pediatra Geetha Raghuveer, pesquisadora da Universidade do Missouri-Kansas, causou surpresa. Geetha analisou a espessura interna das artérias que levam sangue do coração ao cérebro em 70 crianças com mais de 6 anos. Descobriu que, por causa do acúmulo de gordura, as paredes dos vasos tinham 0,45 milímetro, espessura compatível com a de adultos de 40 anos.

Tais estudos sugerem um futuro tenebroso, caso a obesidade infantil não seja contida. Trata-se, porém, de uma realidade que felizmente podemos mudar. A melhor receita para ensinar as crianças a comer direito é uma mistura de educação e informação. Um bom começo você encontra nos links abaixo.

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Aula 18/02 (tarde) e 21/02 (manhã): Pão de mel e suco de cupuaçu

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O ano começou agitado! Tivemos oficinas na Bondinho (pompéia) e na Turma do Haroldo (higienópolis).  As aulas regulares na Turma do Haroldo agora serão mensais. Desta maneira, será possível fazermos aulas em outros bairros da cidade. Em breve os novos locais serão divulgados.

As próximas aulas já estão marcadas. Serão nos seguintes dias:

18 de fevereiro (sexta), das 14 às 15:30h

21 de fevereiro (segunda), das 10 às 11:30h

A Turma do Haroldo, fica na rua Dr. Gabriel do Santos, 211- higienópolis.

As inscrições devem ser feitas com antecedência, pois as vagas são limitadas (até 10 crianças por turma). Ideal para crianças acima dos 3 anos.

Menu: pão de mel e suco de cupuaçu

Valor: R$ 50 por criança

Inscrições: Denise Haendchen

email: denise@minigourmet.com.br

Tel: (11) 99830098

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Sorteio na Baby Bum

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No último dia da Baby Bum sorteamos 4 oficinas de culinária. Foram mais de 300 concorrentes. As sortudas foram avisadas por email. Parabéns Lígia, Isis, Andreia e Marisa!!

Aproveito para agradecer a todos que visitaram o estande da Mini Gourmet.

Até a próxima!

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